A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) decidiu não incluir os medicamentos Wegovy e Saxenda no rol de tratamentos oferecidos pelo SUS. Os remédios são indicados para o tratamento da obesidade e sobrepeso, mas, segundo o colegiado, apresentam um custo elevado, o que inviabiliza sua incorporação. A informação é do Portal Metrópoles.
O que são os medicamentos Wegovy e Saxenda?
Wegovy (semaglutida) e Saxenda (liraglutida) são medicamentos injetáveis aprovados para o tratamento da obesidade e sobrepeso. Eles atuam no controle do apetite e são indicados principalmente para pacientes com IMC elevado ou com comorbidades relacionadas ao excesso de peso.
Por que a Conitec recusou a incorporação no SUS?
De acordo com a Conitec, a decisão foi motivada principalmente pelo “alto custo” dos medicamentos. O colegiado avaliou que a relação custo-benefício dos remédios é desfavorável para o sistema de saúde pública. Ainda segundo o relatório, mesmo com os benefícios clínicos comprovados, o impacto orçamentário seria alto demais para justificar sua inclusão no SUS.
Opinião de especialistas
Especialistas ouvidos pela Conitec observaram que, embora os medicamentos tenham resultados positivos na perda de peso, o custo anual de tratamento por paciente seria excessivo para os padrões do SUS. Além disso, apontaram a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e reeducação alimentar como alternativas viáveis.
Implicações legais e sociais da decisão
A não inclusão dos medicamentos no SUS pode gerar insatisfação entre pacientes que veem nesses tratamentos uma chance eficaz de combater a obesidade. Em termos legais, pacientes podem buscar decisões judiciais individuais para obter os medicamentos, com base no direito à saúde garantido pela Constituição.
Recomendações ao leitor
Se você ou algum ente querido depende de medicamentos de alto custo como Wegovy ou Saxenda e tem dúvidas sobre como buscar acesso via judicial ou alternativas legais, é fundamental buscar orientação especializada. O acesso a tratamentos eficazes é um direito e deve ser garantido de forma constitucional e adequada.
Conclusão
A decisão da Conitec acende o debate sobre a sustentabilidade do SUS e a viabilidade de incorporar tratamentos modernos e eficazes, ainda que caros. O envolvimento da sociedade, especialistas e operadores do Direito é essencial para construir soluções justas e equilibradas.
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Fonte: Metrópoles